segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Artista - o filme



Sexta-feira, dia 10 de fevereiro, e o Rio de Janeiro já é carnaval. Blocos pipocam por toda a cidade.
 Fico realmente espantado e também tentado a entender e a fazer parte dessa massa que se reune em local e hora marcada com suas fantasias, em torno de um grupo com seus instrumentos e tocam alegria de tantas marchinhas, esquecendo de todos os problemas da vida (queria eu poder me desconectar dos meus agora). No meio daquela massa só o balançar de muitas latinhas de cerveja. Eu trabalho e estou a caminho dele e todas essas pessoas não? Eu tenho um tempo antes do meu horário. Podia enfiar-me num bloco. Dançar e esquecer de obrigações. Quem sabe até beijar umas bocas. Prefiro não. Escolho uma opção que realmente me tira do tino. Vou ao cinema. Na estreia de O Artista, filme candidato ao Oscar. Mergulho naquela sala escura e assisto ao filme. Sou arrebatado ao mundo do mudo. Cinema mudo. Que saudade de uma época que não vivi. O filme é rodado como um filme mudo realmente mas tão atual aos artistas que em muitos momentos estou a chorar, tamanha identificação pelo artista do filme. Choro. Também choro o amor. O amor retratado da forma mais linda mas quase extinta nos dias de hoje. Não estou aqui na função de criticar o filme mas de falar das emoções. O filme é lindo e já virou um dos meus favoritos. Tem todas as referências que adoro. Sem contar um quê de Chaplin e sua resistência ao cinema falado. Tantas referências que saí maravilhado e mexido. Pode ser que ele não mexa tanto com os outros, mas em mim mexeu. Saí emocionado. Para muitos um belo filme, pra mim uma grande verdade do artista e sua vida de glórias e decadências. Estarei torcendo para que ele seja o grande vencedor, mesmo não tendo visto ainda os outros, mas já dou o meu veredito: é o meu preferido!

3 comentários:

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  2. Sábias palavras, eu ainda não vi o filme, mas sei q tem muito bom gosto. Só de não se envolver
    com o carnaval. Mostra que você tem coisa melhor para fazer. Já vi vários filmes de chaplin, dificilmente não me emocionei... Assistindo os filmes dele, não sei se chorava ou sorria.

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