Sexta-feira, dia 10 de fevereiro, e o Rio de Janeiro já é carnaval. Blocos pipocam por toda a cidade.
Fico realmente espantado e também tentado a entender e a fazer parte dessa massa que se reune em local e hora marcada com suas fantasias, em torno de um grupo com seus instrumentos e tocam alegria de tantas marchinhas, esquecendo de todos os problemas da vida (queria eu poder me desconectar dos meus agora). No meio daquela massa só o balançar de muitas latinhas de cerveja. Eu trabalho e estou a caminho dele e todas essas pessoas não? Eu tenho um tempo antes do meu horário. Podia enfiar-me num bloco. Dançar e esquecer de obrigações. Quem sabe até beijar umas bocas. Prefiro não. Escolho uma opção que realmente me tira do tino. Vou ao cinema. Na estreia de O Artista, filme candidato ao Oscar. Mergulho naquela sala escura e assisto ao filme. Sou arrebatado ao mundo do mudo. Cinema mudo. Que saudade de uma época que não vivi. O filme é rodado como um filme mudo realmente mas tão atual aos artistas que em muitos momentos estou a chorar, tamanha identificação pelo artista do filme. Choro. Também choro o amor. O amor retratado da forma mais linda mas quase extinta nos dias de hoje. Não estou aqui na função de criticar o filme mas de falar das emoções. O filme é lindo e já virou um dos meus favoritos. Tem todas as referências que adoro. Sem contar um quê de Chaplin e sua resistência ao cinema falado. Tantas referências que saí maravilhado e mexido. Pode ser que ele não mexa tanto com os outros, mas em mim mexeu. Saí emocionado. Para muitos um belo filme, pra mim uma grande verdade do artista e sua vida de glórias e decadências. Estarei torcendo para que ele seja o grande vencedor, mesmo não tendo visto ainda os outros, mas já dou o meu veredito: é o meu preferido!

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ResponderExcluirSábias palavras, eu ainda não vi o filme, mas sei q tem muito bom gosto. Só de não se envolver
ResponderExcluircom o carnaval. Mostra que você tem coisa melhor para fazer. Já vi vários filmes de chaplin, dificilmente não me emocionei... Assistindo os filmes dele, não sei se chorava ou sorria.
Não deixe de ver Simone. Você vai se emocionar.
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