segunda-feira, 16 de março de 2015

ENTRETURNOS

Em 2012 veio o meu primeiro protagonista em um Longa. Entreturnos, um filme rodado em Vitória no Espírito Santo (essa cidade entrou de vez no meu coração), foi um momento de extrema importância na minha vida e carreira. Nesse exato ano nos reuníamos para dar vida a personagens comuns e muito ricos em seus dilemas na arte de viver no roteiro Edson Ferreira e André Félix. Uma experiência para vida pessoal e profissional. A cada trabalho e a cada estudo eu venho entendo mais e mais a minha profissão. O maior consolo, nunca vou saber tudo, o maior dilema, não sei ainda nada! É preciso amor, persistência, dedicação, leitura, consumir cultura e além de tudo, sobreviver. O trabalho foi transformador, da mesma forma que desejei e consegui que outros também me fossem e que desejo eu que venham muito mais, no teatro, no cinema e na televisão. Diante de um mercado cruel o filme Entreturnos ainda não conseguiu chegar as telas de cinema, motivo para o qual ele foi feito. Para ser visto! Estamos em 2015 e provavelmente às custas de muito esforço de pessoas envolvidas desde o início e de outras que se envolveram depois e se apaixonaram pelo projeto, ele consiga chegar lá. Será, acredito eu, de forma tímida, quieta, como sofre tantos filmes brasileiros que eu garimpo para ver e sou surpreendido por obras maravilhosas, vide o cinema pernambucano. Existem e precisam existir também os ditos filmes de comédia rápida, besteirol, não sou contra. Contra sou se só eles existem para o mercado, só eles têm dinheiro e espaço e na maioria das vezes não demoram nem oito meses de sua feitura até as telas do cinema com massificação de mídia. Eu não acredito que o povo brasileiro só queira ver um tipo de filme. Eu prefiro acreditar em uma manipulação para que o povo brasileiro só tenha acesso a determinado tipo de filme que interessa a um mercado predatório. Quando se puder disputar de igual para igual, assim poderemos medir melhor essa peleja. Mas voltando a Entreturnos, eu desejo que ele chegue lá, nas telas dos cinemas, e que ele seja visto, mesmo que por poucos e que ele possa tocar ou entreter um pouco ao público que nos der a honra de prestigiar essa história brasileira de um filme brasileiro.

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