quarta-feira, 13 de abril de 2016

NORDESTINOS - Como foi o processo.






NORDESTINOS - A peça

No segundo semestre do ano passado, eu fui presenteado com um convite para um projeto pra lá de especial: contar histórias de conterrâneos de minha região, de minha terra, do Nordeste. O projeto transmídia de Alexandre Lino, ganhador do pitching "Artes Cênicas & Negócios, realizado no Tempo Festival em 2014, foi um desafio engrandecedor para qualquer ator. O projeto consistia em ter o elenco (inclusive seus stand -ins) e a direção formada por verdadeiros nordestinos e migrantes de suas terras. No princípio entrei como stand-in. Quando soube do projeto me ofereci mesmo. Achava lindo e acreditava muito nele. O elenco que começou a ensaiar era composto pelo próprio Alexandre Lino, seu irmão Tom Pires e Erlene Melo, ambos pernambucanos e Rose Germano, paraibana. Para direção o fantástico Tuca Andrada. De stand-in, éramos eu e Natália Régia, cearenses. No percalço dos ensaios, Tom Pires teve que se afastar e eu entrei no seu lugar oficialmente.
Tudo começou com recebimento de cartas que foram solicitadas para o projeto, com a publicação nas redes sociais de "Nordestinos - conte a sua história". Qualquer nordestino que teve a coragem de sair de sua terra para se aventurar para o Rio ou São Paulo em busca de melhores oportunidades, realização de sonhos ou simplesmente para ter uma vida melhor, sendo bem sucedido ou não poderia mandar suas histórias para um e-mail disponibilizado. Foram inúmeras cartas com tantas histórias maravilhosas. O primeiro trabalho foi reunir todo o elenco para ler as cartas e fazer um apanhado das histórias e escolher, junto com o diretor Tuca Andrada e o dramaturgo Walter Daguerre, aquelas que entrariam na costura da dramaturgia. Outro grande desafio, pedido pelo diretor, era que cada ator também escrevesse sua carta. Foram ensaios puxados, com leituras emocionantes, propostas, descobertas, textos indo e voltando, exercícios, vozes, personas, dores, febres, mamulengos... teatro! O projeto se desmembra em peça, um livro e um documentário para o cinema a partir de depoimentos de outros nordestinos que foram ver a peça que estreou em 2015 no Sesi da Graça Aranha, no Centro do Rio de Janeiro no dia 08 de outubro - Dia do Nordestino. Foram muitas emoções colecionadas durante a nossa temporada do SESI que se estendeu do dia 08 de outubro a 28 de novembro. Um publico que riu, chorou, emocionou-se, confidenciou-se. De vários lugares: daqui, do Nordeste, do Sul, da Argentina, os amigos, os críticos, a Fernanda Montenegro!!! Em 2016 voltamos começando pelo Sesc Niterói no dia 29 de janeiro. Depois veio a temporada no Teatro Eva Herz que se estendeu de 11 de fevereiro a 2 de abril, outras emoções, apesar de  ser ainda pouco conhecido pelo público carioca que muitas vezes não sabia onde ficava o teatro e muito menos a livraria Cultura, o que é uma pena. E chegamos a Curitiba, no Festival de Teatro de 2016. Fizemos duas apresentações de casa lotada no ótimo Teatro Sesc da Esquina e mais emoção! Fomos ovacionados! Saímos muito felizes. Ainda está começando 2016 e já desembarcamos nos Sesc de São João de Miriti e Sesc Nova Iguaçu, onde voltamos nesse sábado nesse último para mais uma apresentação. Depois vem Friburgo... Muita história para contar e desejo que consigamos emocionar ainda muitos em muitos lugares com nossa história.É lindo ver o poder que essa peça tem! Eu sou só agradecimento. Viva o Nordeste! Viva o Povo Brasileiro!

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